meu coração,
sufocado,
estrangulado
com forte pressão
por entre as mãos dele.
chora
e tudo o que vejo é vermelho,
verão.
é doloroso o suficiente
a ponto de me comprometer.
e, ainda assim
ser incapaz de renegar.
respira, ofegante e amassado
com uma sórdida esperança,
e remota lembrança
de que tudo fique bem.
[em um futuro breve, morrerei,
pra poder renascer denovo].
é assim que os ciclos são.
as penas caem e o corpo padece.
mas depois desse processo, de perder para ganhar.
ganhamos os céus cheios de garbo, confiança...
vida nova.
ansiedade
pra que tudo fique bem?
ou pra que possa morrer e renascer denovo?
opacidade e sorrisos de plástico.
domingo, 22 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Como um mundo sem photoshop [azul]
" em silêncio eu vou sufocando, pela ausência de palavras. Quieta, vou sucumbindo e vivendo dias sem cor. Não estou sozinha, eu sei, mas o brilho e beleza da vida se retiraram do salão assim que ele se foi".
As cores são opacas,
o brilho e o contraste desnivelados.
Balanços de branco desmedidos e desarmoniosos.
Foco!?
[o que é isso?]
Cicatrizes, marcas, manchas e todas as imperfeições humanas e nem um pouco oníricas como em uma HDTV.
Assim são as fotografias analógicas, os dias comuns, e a vida sem ele nesses dias de silêncio que dói.
Dói fundo... uma dor aguda que parece trancar a garganta. Uma dor que resolvi aceitar ao invés de maquiar ou fugir, desisti de tentar correr atrás de doses homeopáticas de felicidade na tentativa de adiar uma dor maior. Aos poucos, aceito... sem questionar.
Há tempos que preciso aceitar que morri, que o "santo graal sensitivo" se perdeu, e que meus sorrisos não passam de tentativas fracassadas de disfarce.
Ainda tenho um longo caminho pela frente, pra aceitar que as coisas se perderam, e que nada mais vai ser como antes.
A cada passo que dou em direção a essa experiência, mais dilacerado meu corpo fica, e menos flutuante minha alma.
Só espero sobreviver... principalmente em silêncio, dessa vez.
Já está chegando no estágio em que dá vontade de chorar sem motivo aparente, ou em horários importunos...
As cores são opacas,
o brilho e o contraste desnivelados.
Balanços de branco desmedidos e desarmoniosos.
Foco!?
[o que é isso?]
Cicatrizes, marcas, manchas e todas as imperfeições humanas e nem um pouco oníricas como em uma HDTV.
Assim são as fotografias analógicas, os dias comuns, e a vida sem ele nesses dias de silêncio que dói.
Dói fundo... uma dor aguda que parece trancar a garganta. Uma dor que resolvi aceitar ao invés de maquiar ou fugir, desisti de tentar correr atrás de doses homeopáticas de felicidade na tentativa de adiar uma dor maior. Aos poucos, aceito... sem questionar.
Há tempos que preciso aceitar que morri, que o "santo graal sensitivo" se perdeu, e que meus sorrisos não passam de tentativas fracassadas de disfarce.
Ainda tenho um longo caminho pela frente, pra aceitar que as coisas se perderam, e que nada mais vai ser como antes.
A cada passo que dou em direção a essa experiência, mais dilacerado meu corpo fica, e menos flutuante minha alma.
Só espero sobreviver... principalmente em silêncio, dessa vez.
Já está chegando no estágio em que dá vontade de chorar sem motivo aparente, ou em horários importunos...
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
My thaughts doesn't make any sense... who's gonna die? [azul]
people got hired on their relatioship window
and I'm so pissed of about to thinking bout nothing else but this.
Who's gonna die?
I vote for superficial feelings.
I'll let the days pass then I'll be absolutely sure all love will go away.
That's how life happens
when you screw everything.
Could I change everything?
every codes,
names
layouts?
If I changed myself
Would people recognize me?
That's what I'd like to do
Change myself
as I were dead but yet alive.
Just to watch life going on
much better without me.
and I'm so pissed of about to thinking bout nothing else but this.
Who's gonna die?
I vote for superficial feelings.
I'll let the days pass then I'll be absolutely sure all love will go away.
That's how life happens
when you screw everything.
Could I change everything?
every codes,
names
layouts?
If I changed myself
Would people recognize me?
That's what I'd like to do
Change myself
as I were dead but yet alive.
Just to watch life going on
much better without me.
Estive em abismos foda [azul]
estive em abismos foda
nos dias que passaram
e descobri que embora ainda dôa
os pés estão mais resistentes
a asfaltos calejados.
nos dias que passaram
e descobri que embora ainda dôa
os pés estão mais resistentes
a asfaltos calejados.
ambientes internos e externos [azul]
nesse momento lá fora chove
e aqui dentro tudo está bem
porquê assim eu quis que fosse.
em alguns ambientes externos também está tudo bem
a semana foi difícil.
mas sobrevivi aqui, dentro de mim.
a lua agora apenas me observa lá de fora
nos dias em que se faz pronunciar
a liberdade é melhor
e me sinto bem assim
embora o estômago ainda dôa
e tudo ainda seja apenas uma questão de tempo, e adaptação.
nessa semana que passou
sinto como se anos tivessem passado
o peso de um semblante sério e desgastado em minha face
parece que crescer é inevitável
e parece que tive tanto medo todo esse tempo
pela dificuldade em aceitar que esse processo não poupa ninguém.
e ele também não me poupou!
e aqui dentro tudo está bem
porquê assim eu quis que fosse.
em alguns ambientes externos também está tudo bem
a semana foi difícil.
mas sobrevivi aqui, dentro de mim.
a lua agora apenas me observa lá de fora
nos dias em que se faz pronunciar
a liberdade é melhor
e me sinto bem assim
embora o estômago ainda dôa
e tudo ainda seja apenas uma questão de tempo, e adaptação.
nessa semana que passou
sinto como se anos tivessem passado
o peso de um semblante sério e desgastado em minha face
parece que crescer é inevitável
e parece que tive tanto medo todo esse tempo
pela dificuldade em aceitar que esse processo não poupa ninguém.
e ele também não me poupou!
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
pequena [azul]
É difícil... e contraditório não?
Porque eu olho para o calendário e só desejo que os dias passem. Vislumbro datas imaginárias nele. Espero muita coisa desses dias que nem sei se futuramente vão existir, e ainda que eles existam fica a angústia no peito ancioso pra saber se expectativas serão superadas.
Penso... logo existo... logo me apaixono, decepciono, amo, exijo, temo e morro! Internamente estou morta, desejando desesperadamente sair desse limbo. Libertar a alma, tomar banho de chuva, atingir o Nirvana (saudade tenho sentido do Sr. Cobain), ou um céu azul debaixo da sombra de um coqueiro e tranquilidade para respirar.
Porque eu olho para o calendário e só desejo que os dias passem. Vislumbro datas imaginárias nele. Espero muita coisa desses dias que nem sei se futuramente vão existir, e ainda que eles existam fica a angústia no peito ancioso pra saber se expectativas serão superadas.
Penso... logo existo... logo me apaixono, decepciono, amo, exijo, temo e morro! Internamente estou morta, desejando desesperadamente sair desse limbo. Libertar a alma, tomar banho de chuva, atingir o Nirvana (saudade tenho sentido do Sr. Cobain), ou um céu azul debaixo da sombra de um coqueiro e tranquilidade para respirar.
Menopausa!!!
[fantasma sem face]
A menopausa me aflige! Assusta!!! Ela pode vir me pegar e temo que isso seja antes do que eu espero. Não a temo, exatamente, só sinto pelo fato de não ter tido "uma vida" até então, visto que a menopausa diminui a libido e expectativas que precisam ser recriadas artificialmente com ajuda de hormônios.
Paro e reflito então como este corpo pequeno e largo, distribuído para os lados é tão fúnebre, tão frágil. Tão pequeno, pouco e micho. Tão super e subestimado. Tristeza. Um buraco de fazer eco cheio de dissonâncias e ruídos. Por quê ter tantos sonhos e expectativas se sou tão pequena e medrosa pra viver? Tantas decisões pra tomar, incerteza sobre qual lado seguir... permanecer pequena? Parece fácil visto que não tenho vocação para grandeza!
Um pequeno ato cura tudo, em harmonia com o "pequenismo" do meu ser. E eu somente desejando abraço, um afeto... um corpo que possa me proteger e dar colo, aquecer diferentemente do calor que tem me matado. Uma palavra que me contrarie e faça pensar... algo além... além de mim. Que é ótima companhia para com os outros, mas inimiga de mim mesma.
Os dias têm sido turvos e doloridos. E incentivo eu tenho tido... acredite! E nesse pouco tempo muita coisa ruim já foi evitada. Idéias más evaporadas de dentro de mim e até agora nada de ruim aconteceu, ou ao menos tem sido adiado por enquanto.
Ainda apenas essa tristeza que dói.
E esperança, remota, no fundo.
Com sorriso e alguma maquiagem, pra disfarçar.
Mas no fundo, tudo está tão mudo e quieto quanto aqueles planetas inabitados, pra onde sempre vou quando a felicidade resolve desaparecer e bater em outra casa, me deixando no vácuo, no vazio.
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