É horário de almoço e estou ouvindo Elliott Smith, "Between the bars", Either Or, embora quisesse ouvir "Let's get lost" do New Moon que não está no MP4, e de certa forma faz mais sentido sobre mim e sobre o hoje.
Estou comendo doce nessa semana como uma compulsiva em crise (ok, eu SOU uma compulsiva em crise, de fato) e das janelas grandes e insufilmadas do prédio onde trabalho vejo que o tempo está cinzento, com garoa gelada e triste pra mim (mas talvez pros casais que podem aproveitar essa dádiva do céu, deve ser a coisa mais encantadora e preciosa que o dia pode oferecer).
As bandeiras no mastro balançam levemente tocadas pelo vento, e a alameda do condomínio está tão inabitada quanto uma terra desconhecida (eu acredito que existam terras e planetas gigantescos habitados por ninguém).

Em conflito comigo mesma, sinto que todas essas palavras soam um pouco tristes (não sei se soa assim pra você que lê) porque esse é um pequeno tempo ocioso em que eu queria estar fazendo coisas extraordinárias ao invés de escrever memórias nessa entonação.
Odeio números!!! Com exceção do 8, que pra mim significa o infinito (que às vezes morre); o ciclo das coisas; a linha côncava/convexa que não tem começo nem fim, mas infelizmente o relógio me informa que o meu tempo de pequeno ócio está acabando! Faltam 13 minutos, como nas lan houses, ou nas viagens em que os ônibus tem horário pra partir e chegar em algum lugar. Os números criam regras, e a maioria delas eu detesto profundamente!
E das grandes janelas insufilmadas do meu prédio, olho e aprecio a beleza nublada alimentada pela tristeza que sinto pela falta de algo que não sei o que é, ou talvez até saiba mas não queira admitir pro mundo, tampouco pra mim mesma. E penso que talvez a chuva fina, o vento levemente tocando nas bandeiras, as palmeiras dançantes e a alameda inabitada não estejam notando a minha presença, e isso reflete seriamente no ser chorão e resmungão que tenho sido nos últimos tempos.
Os cones de doce de leite acabaram e a minha consciência pesa um pouco, ao mesmo tempo em que percebo que minha letra diminui a cada linha me fazendo lembrar daquela entrevista de emprego que fiz algum tempo atrás, onde a analista me dizia que "letra pequena é sinal de introspecção"(alguém com letra pequena por ai? Também serve como curiosidade psicológica) e introspecção é a única palavra concreta que posso dizer sobre mim desde que uma tempestade se formou em cima da minha cabeça.
Porém, gosto muito de muitas pessoas, apesar de tudo, e peço desculpas em pensamento a elas por essa inaptidão em ser / estar positiva e bem como elas desejam, e tento prometer / fazer com que dias melhores venham pela frente com tanta vontade e esperança quanto eles têm e desejam, cada um a sua maneira.
Tempo esgotado para a alma!
Preciso encarnar novamente naquele corpo que me sustenta e fazer o segundo tempo do dia acontecer!
Estou comendo doce nessa semana como uma compulsiva em crise (ok, eu SOU uma compulsiva em crise, de fato) e das janelas grandes e insufilmadas do prédio onde trabalho vejo que o tempo está cinzento, com garoa gelada e triste pra mim (mas talvez pros casais que podem aproveitar essa dádiva do céu, deve ser a coisa mais encantadora e preciosa que o dia pode oferecer).
As bandeiras no mastro balançam levemente tocadas pelo vento, e a alameda do condomínio está tão inabitada quanto uma terra desconhecida (eu acredito que existam terras e planetas gigantescos habitados por ninguém).

Em conflito comigo mesma, sinto que todas essas palavras soam um pouco tristes (não sei se soa assim pra você que lê) porque esse é um pequeno tempo ocioso em que eu queria estar fazendo coisas extraordinárias ao invés de escrever memórias nessa entonação.
Odeio números!!! Com exceção do 8, que pra mim significa o infinito (que às vezes morre); o ciclo das coisas; a linha côncava/convexa que não tem começo nem fim, mas infelizmente o relógio me informa que o meu tempo de pequeno ócio está acabando! Faltam 13 minutos, como nas lan houses, ou nas viagens em que os ônibus tem horário pra partir e chegar em algum lugar. Os números criam regras, e a maioria delas eu detesto profundamente!
E das grandes janelas insufilmadas do meu prédio, olho e aprecio a beleza nublada alimentada pela tristeza que sinto pela falta de algo que não sei o que é, ou talvez até saiba mas não queira admitir pro mundo, tampouco pra mim mesma. E penso que talvez a chuva fina, o vento levemente tocando nas bandeiras, as palmeiras dançantes e a alameda inabitada não estejam notando a minha presença, e isso reflete seriamente no ser chorão e resmungão que tenho sido nos últimos tempos.
Os cones de doce de leite acabaram e a minha consciência pesa um pouco, ao mesmo tempo em que percebo que minha letra diminui a cada linha me fazendo lembrar daquela entrevista de emprego que fiz algum tempo atrás, onde a analista me dizia que "letra pequena é sinal de introspecção"(alguém com letra pequena por ai? Também serve como curiosidade psicológica) e introspecção é a única palavra concreta que posso dizer sobre mim desde que uma tempestade se formou em cima da minha cabeça.
Porém, gosto muito de muitas pessoas, apesar de tudo, e peço desculpas em pensamento a elas por essa inaptidão em ser / estar positiva e bem como elas desejam, e tento prometer / fazer com que dias melhores venham pela frente com tanta vontade e esperança quanto eles têm e desejam, cada um a sua maneira.
Tempo esgotado para a alma!
Preciso encarnar novamente naquele corpo que me sustenta e fazer o segundo tempo do dia acontecer!