sábado, 31 de janeiro de 2009

In sonia.


Estou dentro de sônia; imersa em sônia; abstraída em sônia. Cheia de sônia e de seu vazio complementar. Cheia de letras e de muito sonhar. sonho que habito a vida e que a sônia embora vai. sonho que amo, que sou amada sem que a sônia esteja a espreitar. Coincidência, sempre a mesma situação. Deja-vu minimalista. Embriagadamente só. Bolhas de sabão sem sônia, nem tom. as cores aos poucos na superfície se revelam. as cores, aos poucos à superfície me remetem. terei uma digna noite de sono, sem tom, sem sônia; sem bolhas e sem mim.

[ The creator of what’s now cliché wants us little things to cry and feel alone. But don’t lose hope, no don’t feel sad because it’s a violent world. But there’s still beauty I’ll take care of you if you take care of me]

ouvindo:
The Repudiated Immortals - Of montreal

domingo, 11 de janeiro de 2009

Para uma ex-amiga!




Mudamos as roupas,
os enfeites, os trejeitos, os amigos, os amores, as estações, os cortes de cabelo.
O
s hábitos alimentares; os hábitos sociais; o gosto; o hábito em si; o foco das questões internas; o trato da beleza externa.
Mudamos, mas permanecemos;
nos preocupando, procurando saber o que está certo comemorar.
Procurando saber o que está errado
e consertar.
Remendando os cortes,
curando as feridas, tirando o cabresto e seguindo em frente.
Ampliando horizontes, enchergando além do que está óbvio, ou distorcido por mundos particulares e hábitos próprios do pensar.
Indivíduo, não-coletivizado!

Hoje em dia, não desejo mais saber o porquê de tudo,
embora ainda questione sem titubear muitas coisas.
Mas além das questões, propriamente ditas,
existe, para mim, o sentimento de que a vida vale a pena, o rancor é desprezável e a felicidade está nas pequenas coisas bonitas e a superação nas grandes coisas feias.

Todos esses mundos particulares, dizendo coisas nas quais você acredita,
quando na verdade deveria acreditar em si mesmo.
Nossos próprios olhos procurando nos ludibriar para testar até onde somos, até que ponto confiamos e nos garantimos perante a tudo.

E você sucumbe, deixa toda aquela força rude de lado, e sucumbe.

E eu me preocupo, de mãos atadas e boca calada, porque não posso fazer nada além de observar a destruição que consente dia após dia, sensatamente, premeditadamente?

[não sei]


Sei apenas que sinto muito!

Sei apenas que me importo demais.

Assim como sei [embora rodeada de dúvidas] que pra ela nada disso faça sentido.


[Todos esses mundos particulares, dizendo coisas nas quais você acredita, quando na verdade deveria acreditar em si mesmo.]


Será que algum dia, em si mesma, ela acreditou?

domingo, 4 de janeiro de 2009

Do dia


Bom dia, meus pêsames
um dia morrerão todos os pais
um dia estaremos todos solitários
um dia estaremos tão libertados
um dia estaremos tão desesperados
um dia estaremos tão fartos

bom dia, meus parabéns

e feliz ano novo.

[Carlos Roberto Mantovani]

primeiro de outubro, 2026

qual é a diferença entre potencial, expectativa e projeção? potencial, foi tudo que vi como possibilidade de se tornar. expectativa, o combu...