pactuo com o fogo
a liberação
de histórias antigas
resistir à tentação de
revivê-las
ou vivê-las
de novo.
cessar o plantio
de neuras
e narrativas
em minha mente.
honro
e agradeço
toda vivência
e aprendizado
sei que cada uma
tem sua importância e lugar
mas no presente
elas não
me acessam
mais.
quero
errar menos
e melhor
com outras bocas
corpos
línguas
paus
ou vulvas,
quem sabe?
eu sei de nada
quero mais é não saber.
abro as mãos quentes
e entre meus dedos escorre
tudo que me preenche.
afetivamente limitada
me abraço
acolho o outono
o vazio
e a colheita
de minhas escolhas
errantes
e mais ainda sinceras.
