
Chico Buarque é triste!
Tão triste, que BUArque tem relação com lágrimas [da onomatopéia buá, que representa o choro].
Que não olha nos olhos, mas tira os sentimentos lá do fundo. Que não morre de amores, mas de consideração. Que sente saudade que dói. Que sente saudade que dói!
Mas não gosto!
Mas não quero.
Essa tristeza é bonita, ela não é um projétil de auto-destruição sombrio.
Não quer dizer que deixe de ser sombrio, tampouco.
Até porque “Construção” não é uma música iluminada (no sentido literal da palavra).
Como disse minha professora de Comunicação Empresarial, “essa música é genial, por vários motivos... entre eles, o fato de ser um poema terminado em proparoxítonas, na maioria de suas frases)”.
É uma tragédia fabulosa.
É surreal.
Ou surreal seria minha forma de pensar?
Não sei.
Sei que sinto uma aura caótica ao meu redor.
Minha cadela tremelica nos pesadelos, e eu tenho vontade de saber o que sonha ela, visto que eu não sonho a tempos.
Meu peixe rodopia pelo pequeno aquário, como se ouvisse a música junto comigo.
Mas ele não ouve.
“Construção” está no headphone, desconstruindo toda aquela ilusão de palestras de marketing pessoal; derrubando todo o meu cotidiano alienado de faculdade, me puxando pra vida real, pra seres humanos e situações comuns sem cor, sem embasamento teórico.
Sem a beleza da imaginação multi-colorida dos efeitos “photoshopianos”.
[ Glossário de internet básica. ]
Fato é que estou extremamente bossanova hoje!
Uma bossanova cheia de preguiça hedonista.
Hãm, catarse!!!
Meu âmago não crê em marketing pessoal!
Ouvindo: O àlbum Born to be Blue, Chet Baker.
E lembrando do Juvenal.
[queria que ele estivesse aqui agora, me dando a atenção que só ele sabe dar.]
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