ela me dá tanto tesão que eu travo.
tua amplitude de palavra e assunto me emudece.
tua beleza exótica me deprime.
me venceu por mérito e direito e sou seu prêmio de mão beijada e de joelhos.
pego minha vulnerabilidade como consolação, boto na mala e vou embora de cabeça baixa.
abro ala com minha ignorância pra que ela passe com seu academicismo.
frente a ela sou serva, humana, falha e imperfeita.
tento elevar minha intelectualidade pra atingí-la de longe, mas sequer tenho sua atenção.
nenhuma de tuas sombrancelhas arqueiam por mim.
nem tenho tuas mãos precisas e mágicas que na prática produz e cria tanta coisa.
não sou ela e lamento.
e até que essa página seja virada pelo vento só me resta continuar sendo eu sonhando em sê-la.
ela que não se preocupa em ser amada porque tem o amor que levou de mim.
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