enquanto toca uma playlist de frequências hertz e estou deitada toda torta no sofá, penso em você.
Penso nos teus olhos profundos,
nos pêlos da tuas pernas,
nas tuas mãos adoradas,
na tua mandíbula que meus dedos acessam através da tua barba,
no contorno de tuas pequenas orelhas...
minha frequência cardíaca aumenta.
Penso nos teus tórridos e intensos beijos e na tua língua macia e gentil...
minha boca saliva.
Penso no seu corpo em movimento com o meu...
os mamilos respondem enrijecidos e se revelam na blusa azul cobalto do pijama de tecido frio, que cobre minha pele incandescente.
Penso no gosto do teu líquido seminal,
quando minhas mãos e boca o manipula e deixa seu membro a ponto de bala pra me adentrar.
Seu cheiro se cria no meu ambiente solitário, na mais perfeita harmonia e complexidade, como se o materializasse na minha frente, mas abro os olhos e não está aqui.
Me recordo da última vez que o mamei, e me senti tão a vontade quanto no meu próprio corpo, com a boca tão úmida quanto agora, deslizante por teu corpo cheia de desejo e voracidade, brincando despretensiosa e liberta de provocar sua pele, degluti-lo e deixar de faze-lo.
não entendo ainda o mecanismo do seu membro, em particular.
Ele segue sendo a mim um ecossistema desconhecido e fascinante, que me convida a explorar e desbravá-lo frequentemente.
Busco palavras pra descrever o que sinto e dificilmente as encontro, então penso que seria bom fazer haicais em vez de dissertações.
Tento, então:
{Verso 1, cinco sílabas.}
babo te, lambo
{Verso 2, sete sílabas.}
afã, deliro rôta
{Verso 3, cinco sílabas, de novo.}
feito mágica
as palavras surgem catárticas e me sinto como quando explodo extasiada nas tuas mãos.
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