enquanto escrevemos, eu e ela, penso: já tem tanto tempo que ela *acabou". tem mais de mês. e continuo escrevendo com ela. ela continua dando tinta, mesmo que eu não veja ou ache que já tenha acabado. ela não falha. e isso me diz muito sobre a vida. sobre o quanto é preciosa enquanto existe, enquanto resiste, enquanto respira, enquanto tem cor. enquanto o coração bate e o estômago digere. dizem que a vida é curta. penso que a vida tem o tempo que precisa ter. e que mais importante do que o tamanho ou a duração, é que ela faça sentido. ou se não fizer sentido, pelo menos exista ímpeto pra tentar procurar / buscar ou até mesmo criar o seu próprio.
(há uma citação, atribuída a Franz Kafka que diz: "acreditando apaixonadamente em algo que ainda não existe, nós o criamos. o inexistente é o que não desejamos o suficiente.")
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