Fico pensando
em quantos coques per capita existem nessa cidade
e quantos pares de olhos azuis gélidos
nada mais faz sentido
ninguém me interessa
nem
você
nem
sua sagrada geometria
e assim sigo
acordando todas as manhãs
cheia de apatia.
nenhum amor é igual
mas como dói esse momento
em que sei
que nunca mais
vou amar alguém
como amei
nem mesmo você.
a cada dia
ficamos a anos luz de distância
caminhamos pra frente
diametralmente opostos
e fica profética
minha última despedida
"nos vemos algum dia, ou em alguma outra vida"
não existe adeus
nem até logo
só até
nunca mais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário