no inconsciente todas as realidades são possíveis.
{deu saudade, sabe como é, né!}
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coloquei um quimono leve, transparente, florido e maravilhoso.
que você não conhece na realidade mas se sentiu desafiado, de verdade.
especialmente porque não tinha nada debaixo, além da luz sépia que brincava com as concaves e convexidades do meu corpo, e da alva luz que banhava ao teu, tenro e nu.
enquanto brincamos através da luz, libertamos nossas crianças interiores sofridas, surradas e trancafiadas em nosso calabouço particular, e sinto tua alma tranquila se entregar a algo maior nunca visto antes.
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{na minha vida ordinária, uma das melhores coisas, indiscutivelmente, foi termos sido amantes, amados e desafiados por nossos egos colossais.
nunca existiu rodeios e pudores entre nós,
menos ainda violência, ausência, embaraço ou vergonha!}
{pelo menos, não da minha parte}
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enquanto o sol nos aquece e enternece, eu me aproximo e me enlaço a você.
passamos nessa troca horas, dias, eras e séculos.
não sei quantas voltas demos em torno do sol e não me interessa, me desconectei no momento em que nossas línguas se tocaram e o tempo parou.
de olhos fechados, essa é a melhor meditação em movimento que pode existir.
nos comunicamos através de nossa ativação pranática e realinhamos nossos chakras, enquanto o sol nos consome e funde ao universo, tornando tudo uma coisa só.
que sensação indescritível sentir tuas texturas diversas com as pontas dos meus dedos, me alimentar dos teus cheiros e fitar teus olhos, iluminados com aquele verde que acredito fielmente que só se revela pra mim e ninguém mais, como se fosse o teu segredo que me pertence.
enquanto isso, as temperaturas se elevam e o tesão se amplifica por todo o ambiente e o sol perde força frente a nossas auras restauradas.
nos fundimos com uma intensidade e atração tão grande quanto dois buracos negros prontos pra aniquilar uma galáxia inteira com o poder de nossa força e de nossa dança etérea e circular.
vendo teus olhos não pra privá-lo da beleza de olhar, mas pela provocação em tom de brincadeira, e porque te desafio a me provar que existiu vida melhor que esse momento.
mas por livre arbítrio e poder de escolha, encerramos nossa sociedade na dominação galática e retornamos a nossos corpos distintos, onde retomamos roboticamente a enfadonha existência e seguimos vivendo e sofrendo em carne viva a dor, angústia e delícia de ser o que é, e não o que se quer ou deseja.
e o que resta daqui pra frente é iluminação , aniquilação ou dias comuns (na minha opinião, o mais difícil de todos, uma vez que tivemos a chance de dominar o espaço e nos recusamos).
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"Um agradecimento especial e telepático ao ser que me inspirou essa catarse e por tudo o que em vida, de fato, representou. e por ter revivido em mim a paixão pela vida e pela tragédia através da escrita, que andava tão morta e desacreditada."
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"Um agradecimento especial e telepático ao ser que me inspirou essa catarse e por tudo o que em vida, de fato, representou. e por ter revivido em mim a paixão pela vida e pela tragédia através da escrita, que andava tão morta e desacreditada."
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Honey you are a rock
Upon which I stand
And I come here to talk
I hope you understand
That green eyes
Yeah the spotlight, shines upon you
And how could anybody deny you
I came here with a load
And it feels so much lighter
Now I met you
And honey you should know
That I could never go on without you
Green eyes
Honey you are the sea
Upon which I float
And I came here to talk
I think you should know
That green eyes
You're the one that I wanted to find
And anyone who tried to deny you
Must be out of their mind
Because I came here with a load
And it feels so much lighter
Since I met you
And honey you should know
That I could never go on without you
Honey you are a rock
Upon which I stand.
{Green eyes - Coldplay}

4 comentários:
A tragédia é cíclica. Ainda mais com a Internet. Todos somos ouvidos e ignorados. E ficamos como objeto de estudo para um futuro pós - apocalíptico.
Objeto de estudo em um futuro pós apocaliptico onde não somos mais rupestres, somos dados codificados e disponíveis em qualquer outra dimensão (talvez, da mesma forma que tentamos estudar o espaço, exista nesse momento algo nos interpretando e decodificando, como em Interestelar).
Já estamos todos mortos, nos comunicando através de caracteres e ausência física (corpos aos poucos, deixam de serem necessários à existência).
Uma honra receber sua visita em meu humilde recanto de palavras!
Você escreve bem. Raivosa, irônica, cínica, verdadeira.
Eu já estive em uma viagem intensa de ketamina na qual eu fui me subdividindo até me tornar apenas um quadrado dourado. E havia outros quadrados dourados grudados em mim, mas ao mesmo tempo que me desesperei e me senti só, alguém falou comigo: você também chegou aqui? Legal. E outra disse: é isso aí. Você conseguiu. E aí eu entendi que eu era só aquilo de fato. E que poderia girar aquela roda toda porque descobri o que era de verdade:Deus. E podia criar e ir para qualquer lugar. Porque tudo pertencia ao quadrado dourado. E o mesmo deveria acontecer com aqueles seres. O que importa é o uno. O uno não se divide. É todos estamos nele. Vivendo nossos dramas de petit gateau do jogo que vivemos todos os dias achando que o sol e a lua marcam o tempo, enquanto, de fato, não existe tempo nenhum.
Antes era ateu. Agora acredito em tudo.
Cessei meus experimentos, sendo o último com Ayahuasca há mais de 10 anos. E acho que foi o início de tudo. Lembro do quanto uma fogueira conversou comigo naquela noite e me conduziu a toda a história da humanidade desde os seus primórdios.
E nesse dia tudo se fundiu em uma coisa só, o cosmo era eu, eu era o cosmo e as trocas entre tudo o que era vivo alimentava mais ainda essa energia.
Nesse dia eu amei homens e mulheres, amei a terra batida, o calor e o frio, o céu e foi maravilhoso entender como todos esses opostos se alimentavam em perfeita harmonia.
Sol e Lua são referências porque como seres humanos inquietos e onde o dom de pensar veio como fardo, é impossível passar estático a tudo que existe e que pode ser explorado ( e muitas vezes, destruído, principalmente).
Mas gosto de divagar pelas diversas contradições, buscas e possibilidades na definição do tempo e de quem somos, e juntar os easter eggs de cada teoria na minha tentativa de decifrar esse quebra cabeça complexo e caótico :)
{Que delícia seria viver no não tempo, mas por quanto conseguiríamos? O que seria de nós sem a finitude?}
Quanto à definição da minha escrita, concordo com voce e é estranha essa sensação!!!
E o desafio é me dissociar de mim através dela. Ser irreconhecível a mim e ao outro. Ser outra, não melhor ou pior mas diferente de mim. Brincar com essa existência por muitas vezes tediante no espaço que se abre entre meus fascínios e minha fé de estar perdida, no final de tudo.
A essência da divindade é justamente a desconstrução de si e do todo até que nada reste e tudo seja integrado e perfeito como é! Mas nao quer dizer que perfeito seja ideal. Só é o que é.
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