silêncio.
pás de ventiladores girando no teto.
meu estômago reclama, mas não sinto fome. não tenho sentido muito ultimamente.
costelinha entra se anunciando.
o mormaço acaricia minhas costas e a luz sépia do poste da rua desenha telas largas em minha pele.
tenho sono e o cabelo molhado pós banho de lua no quintal.
toalha úmida no ombro.
mãos ressecadas.
sono, calor e preguiça.
um cachorro late na rua e os gatos estão à salvo.
desapontamento.
decepções não deixaram de fazer parte, nem deixarão.
adeus não anunciados e subentendidos.
não devia importar, mas rejeição dói.
entristece.
diminui.
o calor amolece.
a frieza aquariana se revela.
a cólera ariana assume.
o senso de organização virginiano impera.
que fazer com tanta falta de sentido?
me apequeno
mas ainda respiro
e questionando qual é o sentido de mim, não me encontro.

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