minha intuição foi liberada do cativeiro com o gozo represado.
tenho olhos vorazes e o terceiro olho atento, visualizando o espaço tempo líquido cheio de ondas, tremor e luz.
te perdi e encontrei tantas vezes, que não sei dizer o que restou além do teu sorriso justificando a barreira intransponível que toda doação e entrega se limita em atravessar.
elucidando que a cura reside onde antes foi fogo e hoje é água e nos afetos que carregamos até o trajeto onde bifurcamos.
nossos desejos podem ser iniciados e explorados, mas não necessariamente resolvidos.
e todos os caminhos nos conduzem ao mesmo lugar desconexo, onde palavras falam mas teus olhos não brilham de volta pra mim.

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