éramos areia,
separados pelo vão que nos dividia em nossas âmbulas distópicas.
você ama o ciclo vicioso.
eu amo você.
nobody loves me.
amo vermelho mas cansei daquela luz indecente.
quase fui embora descrente da gente,
mas como sempre eu não consigo te abandonar.
nunca!
na liquidez da modernidade e na efemeridade das relações, estou solidamente comprometida com você.
sempre vou ser um satélite orbitando em torno do teu eixo, equalizando suas águas e mantendo seu aterramento telúrico.
sigo solitária e polivalente no fluxo magnético e repulsivo dos nossos corpos dolorosamente rastejantes.
sinto que não caibo na tua vida e menos ainda no teu escapismo.
e se você não quiser sofrer, continue não me amando.
eu posso seguir fazendo isso por nós dois
até que meu luto cesse.

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